7 de dezembro de 2015

A última do PMDB! “Dilma nunca confiou em mim – diz Temer”!

A folha.uol acaba de publicar uma notícia de que Michel Temer teria confidenciado com amigos  o seguinte:  “Ela, a Dilma, nunca confiou em mim”!  

Com essa declaração só posso concluir que ela, definitivamente, não confia em ninguém! 

Veja bem;  como é que alguém confiaria uma posição tão importante, de seu substituto se essa pessoa não fosse de confiança?   Ainda mais isso tendo se passado por duas vezes consecutivas?

Esse Senhor só deve estar sonhando ou fazendo conjecturas,  infantis, de coitadinho – só pode!

Dilma, quando se candidatou pela primeira vez o convidou (por intermédio, também, de seu partido, o PT) para fazer parte de sua chapa, dando a ele oportunidade de se tornar Vice Presidente, como de fato se deu.  



Novamente, em uma segunda oportunidade, em 2014, para este segundo mandato,  foi  nele quem ela confiou a vice presidência; porque depois de toda essa demonstração ele vem “choromingando” para os amigos que ela não confiaria nele?

Quem não confia não faz o que ela e o partido dela fizeram. 

Tenho certeza que havia dezenas de políticos interessados nessa cadeira de Vice quando ela foi oportunizada para ele e a mais ninguém!

Não sei porque ele vem agora com esse tipo de declaração desmedida e sem nenhuma lógica!

No último sábado, dia (05), a Presidente esteve em viagem a Pernambuco e estando aqui deu  uma declaração dizendo que esperava integral apoio e confiança do Vice 
Presidente – mas de antemão já sabia que ele daria pois o conhecia como  pessoa, como Político e grande Constitucionalista que é!  Essas foram as palavras dela – palavras de quem confia!

Quanto a Michel Temer, aliados seus dizem que ele não pode atuar nem como defesa nem como condenação da Presidente, tem que seguir defendendo uma saída leve de unificação do país.   Um posicionamento seu, favorável ao impeachement, daria a impressão que estaria conspirando – já que com a saída dela, automaticamente, quem ficaria no lugar seria ele.

No domingo, assessores de Dilma faziam a seguinte avaliação: Temer, como Jurista, sabe que juridicamente o impeachement é insustentável, mas não se posiciona condenando porque ao fazê-lo estaria perdendo a oportunidade de se sentar na cadeira de Presidente de forma definitiva.

Breve Curriculum de Michel Temer

Michel Miguel Elias Temer Lulia é Advogado e Doutor em Direito. É autor dos livros Constituição e Política, Territórios Federais nas Constituições Brasileiras, Seus Direitos na Constituinte e Elementos do Direito Constitucional, este último na 20ª edição, com 200 mil exemplares vendidos.
Iniciou a carreira política como oficial de gabinete de Ataliba Nogueira, secretário de Educação no governo de Ademar de Barros Em 1983, Michel Temer foi nomeado procurador-geral de São Paulo.  No ano seguinte, passou a ser secretário de Segurança Pública de São Paulo, cargo que voltou a ocupar no início dos anos 90.
No comando da Secretaria de Segurança Pública, criou a primeira Delegacia da Mulher do Brasil, após receber, em 1985, uma comissão que denunciava o espancamento de mulheres e a omissão de autoridades diante dos crimes. Na mesma época, instituiu a Delegacia de Proteção aos Direitos Autorais, como instrumento de combate à pirataria.
Na primeira administração à frente da Secretaria de Segurança Pública, recebeu grande estímulo para disputar cargo eletivo. Confidenciou ao então governador  Franco Montoro um sonho de participar da Assembleia Nacional Constituinte  em 1986, e Montoro o incentivou seguir em frente.
Foi eleito deputado constituinte pelo PMDB e participou ativamente da Assembleia Nacional Constituinte, quando se destacou pela posição moderada e pelo grande conhecimento de direito constitucional.
Após a Constituinte, foi eleito deputado federal por seis mandatos – todos pelo PMDB. Licenciou-se do cargo somente para reassumir a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e, depois, a de Secretaria de Governo.
De 2011 até hoje ocupa a cadeira de vice presidência da república.
Portanto, ficaria bastante evidente um posicionamento seu, favorável ao impeachement, quando ele deve ter a certeza de não haver base jurídica para sustentá-lo. 
Melhor é seguir em “cima do muro” pois se o fizer diferente (de forma a apoiar o impeachement) estará dando atestado de golpista!

Autoria: Elane F. de Souza (Advogada e ADministradora do Blog)
Fontes: FolhaUOL   e  Wiquipedia
Foto/Créditos: politicaEstadão


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