16 de agosto de 2015

Perguntas e afirmações que mais irritam um concurseiro



Só quem é concurseiro pode dizer o quão difícil é enfrentar os “amigos de longa data”, familiares, conhecidos e até outros concurseiros que passaram pelo mesmo, todavia já conseguiram aprovação.
Perguntas e afirmaes que mais irritam um concurseiro
Eu adotei uma tática que talvez não seja a melhor:
- Fugi de tudo e de todos e para bem distante!
-Cansei de perguntas como:
-E aí, já passou num concurso público, parece que você vivia sempre estudando ou estou equivocado (a)?
Quando você responde que não, ainda não passsei, logo vem com àquela afirmação que quase sempre te magoa.
- Mas o filho da amiga de minha empregada nem estudava e passou “rapidinho”!
-Dá uma raiva! Você se sente uma incompetente!
-O pessoal que tenta Exame da Ordem e demora um tempo para passar também sabe o que é isso; já no meu caso, isso nunca foi problema, o problema está sendo e sempre foi a aprovação em um concurso público.


Após o exame da Ordem, há alguns anos (muitos anos – vergonha alheia) decidi que iria investir nos concursos públicos porque queria ser Delegada Federal. Naquela época eu ainda era dada as atividades físicas - fazia Karatê e era uma “boa atleta”, estava na quarta faixa (a laranja), cheguei a competir com faixas superiores a minha, como as marrons e pretas, em pequenos campeonatos de meu Estado (MT – em Cuiabá) e até ganhei delas.
Sentia-me entusiasmada com possibilidade de ser Delegada Federal (até Estadual me alegraria), mas lesionei o joelho e ele nunca mais foi o mesmo para o esporte.
- Passei para a musculação e a aeróbica só para não ficar parada, no entanto não era a mesma coisa; aos poucos fui desistindo de academias e ficando apenas com as caminhadas.
Durante anos só fiz caminhadas. Nessa época seguia estudando para Delegada Federal e fazia, de vez em quando, algumas aulas de natação, pois também era e é um dos testes físicos da profissão que eu queria.
Cheguei a conseguir uma boa classificação para a correção da dissertativa numa oportunidade. Na época era uma redação com tema da atualidade, hoje, concursos para Delegado exigem uma peça específica da Autoridade Policial (Portaria, Pedido de Prisão Temporária, interceptação telefônica, etc). Na redação, não reprovei, todavia tive uma pontuação baixa e fiquei bem distante de ser chamada para a segunda etapa (psicotécnico e físico).
Infelizmente a vida, muitas vezes, segue um rumo distinto do que você havia traçado e sonhado!
Por um motivo bastante específico, que não vale a pena falar, e somado as minhas “derrotas” nos concursos, entrei em depressão e fui embora do Brasil por uma temporada.
O problema é que, se você está estudando muito para esses certames públicos e desiste, mesmo que seja temporariamente, você “sai da fila” e quando retorna tem que entrar no final dela. É uma forma figurativa que os mestres e especialistas em concursos encontraram para explicar que se você desiste quando está prestes a conseguir aprovação – Adeus; terá que ficar no final da fila quando voltar a tentar.
Foi o que aconteceu comigo quando voltei da Europa. Hoje já não estou no final da fila, mas acredito que ainda esteja no meio dela, no entanto creio que terei capacidade de “furá-la” (honestamente) se me esforçar muito.
Hoje, com os problemas que tive no joelho há anos, a falta de exercícios e a idade decidi por “novos sonhos”. A Advocacia pública, Defensoria ou Ministério Público, pois também são carreiras que amo, por poder estar ao lado da sociedade e em sua defesa sendo, no final de tudo, Advogada.

Mas, e as outras frases que irritam o concurseiro, quais seriam mesmo?

Apesar do texto ter essa, como maior finalidade, acabei por desviar um pouco do assunto e contar mais sobre a minha vida do que deveria, portanto vamos as frases e os questionamentos mais odiados por concurseiros:
- Você só estuda, não trabalha não? Vive do que?
-Há quanto tempo você estuda para concurso público?
-E aí, já passou?
-Quando é que vai deixar essa vida e começar a trabalhar? (essa, geralmente vem dos pais);
-E aí amiga, ainda, estrudando para concursos? (são amigas assim que a gente bloqueia no face e depois foge delas!)
Outros tipos de indagação:
- Vamos sair no final de semana? …e Você responde:
- Não posso, tenho aula, estou estudando para o concurso tal.
- Ora, faça-me rir, duvido muito que vai estudar final de semana!? Se estudasse tanto quanto diz já teria passado! (essa sim, é bloqueada, com certeza – pois “MAGOOU”).
Além dessas existem outras que agora me fogem da memória. Aproveitando-me disso abrirei uma brecha para falar de algo que acho um absurdo e olha que não sou a mais “espertalhona” nessa vida de concursos não.
Apesar de irritantes, as redes sociais, podem até ser interessantes quando bem utilizadas. Muitops grupos de estudos, disposição de conteúdos gratuitos e de qualidade por escolas são vistos, em especial no facebook, além de várias notícias que podemos receber em tempo, quase real.
Falando nos grupos, eles funcionam da seguinte forma:
Ao se ter notícia da autorização para um novo concurso, antes mesmo que seja aberta as inscrições ou publicado o edital, é só entrar no facebook e procurar um grupo sobre o tal concurso que lá estará ele, já formado e com vários integrantes.
- Qual o problema disso? Nenhum. Não fosse alguns incautos que se associam pura e simplesmente para vender conteúdo que não são de sua autoria; ou que vão fazer o concurso mas sequer leram o edital (quando já foi publicado) e passam o tempo fazendo pergunta sem noção.
O mínimo que um concurseiro deve fazer é ler o edital; se tem que ficar incomodando os outros candidatos com perguntas lógicas é porque não está apto a fazer o concurso.
O Edital é o documento oficial de um concurso. Tem que ser lido na íntegra e várias vezes; e em relação ao conteúdo cobrado, pesquisar o que a banca examinadora está costumada a cobrar para dar ênfase.
Se você odeia matemática, contabilidade, conhecimentos bancários e raciocínio lógico, e é especializado em Direito, por que faz tudo que parece, até concurso do Banco do Brasil? Dê prioridade ao que te interessa de verdade, tem aptidão e mais probabildade de passar. Não dê ouvidos aos incautos, que nada sabem de concurso, e tem a indecência de se dirigir a você perguntando:
- Não vai fazer o concurso tal? Tem tanta vaga; nele você até passaria. Não dê ouvidos a esse ignorante, só você sabe o que é melhor e está adaptado ao seu perfil.
- Para mim, concurso sempre foi aptidão. Se eu não tenho, não é um salário elevado ou uma boa carreira que me fará perder tempo e dinheiro para realizá-lo.
Sempre acreditei que um bom servidor público é aquele que faz o que gosta, o que sempre sonhou fazer, aquilo que tem aptidão. Mesmo que o salário não seja dos melhores é aquilo que a pessoa quer.
Perguntas e afirmaes que mais irritam um concurseiro
No início de minha vida de concurseira, antes de entrar em depressão e sair do Brasil, fiz também um concurso para Delegada na Paraiba que pagava uma verdadeira miséria (em torno de 1.200 reais em 2003, + ou menos nessa época), passei em todas as etapas escritas, todavia reprovei no físico. Mas era o que queria, se tivesse passado estaria lá feliz e realizada – hoje o salário é atrativo, a carreira do Estado está valorizada, portanto estaria mais feliz do que já era, pois tinha escolhido o que queria e finalmente estaria sendo bem remunerada, valorizada por isso. Quer coisa melhor?
Em minha mente está consagrado o pensamento de que “fazer o que se gosta é o mesmo que nunca ter que trabalhar”!
Autoria: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B (ao reproduzir, copiar ou replicar cite a fonte)
Foto/Créditos: blogdogordinho. Com e catiapipoca. Com


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